terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ao luar


Ao luar

João Luiz Mattos Souza // Pedro Aragão


Não preciso mais chorar

O que ainda posso então fazer?

Reamar e suspeitar

Para não ter motivo para querer

Ver o sol sumir

E a lua crescer

Ver de tanta gente rir

Ao próprio “eu” morrer

Quero cantar uma canção de amor pra você

Que sonhe um “eu” pra viver

Ouvir os pássaros cantando

E seus olhos castanhos me amando

Seus cabelos negros em minhas mãos

Sua pele branca

Que tem sangue em meu coração

Por isso amo – te ao anoitecer

Flores amarelas

Sentimentos sinceros

Invadindo todo o meu ser

Não gosto de boleros

Gosto de amar você.

Ao amanhecer



Ao amanhecer

João Luiz Mattos Souza

Você ao acordar
Vem junto com o sol
Adormecendo o luar
Nem ligando pro rol

De manhã o vento frio
Encosta ao meu corpo
E sinto – me vazio
Aumenta mais o sopro

O universo curva – se a sua beleza
Mas não és a mais bela das loiras
Sei que és uma princesa
Não gosto de rimas

Queria ter meu coração vazio
Para você ser o meu calor intenso
E quem sabe me aquecer do frio
Sem suspirar, sem o sol!

domingo, 28 de setembro de 2008

Sem cores...


Sem cores

João Luiz Mattos Souza

Começa azul

E o meu amor vai indo em direção ao sol

Termina negro

A minha dor chega em forma de choro

Cadê aquela alegria?

Se transformou em tristeza e pranto

A manhã parece não ter a cor azul do céu

A noite, onde as estrelas não aparecem

Me deixam mais só do que eu já sou

Enfim, roubaram a minha alegria...

Ou fui eu quem a deixou escapar por entre os dedos?

Não sei o que aconteceu

Só consigo sentir uma dor imensa no peito

Onde foi parar minha felicidade?

Não sei amar!

Quero sumir, mas a longa estrada da vida ainda me espera

Devo eu continuar vivendo?

Aonde eu devo ir?

Quero acordar desse pesadelo de medo que eu mesmo criei

Onde esta você?

Te amo e não quero te perder!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Seguimento......

Seguimento

João Luiz Mattos Souza


Vai e segue

Espera e pensa

Olha e age

Nem todo o cuidado é necessário

Toda contradição é verdadeira

Já era o tempo em que o tempo era tudo

O quarto trancafia os sentimentos remotos

E os sinceros pouco deixam transparecer

Vamos, seguindo e pensando

Utilizando a sabedoria do agir

E nos impressionando com a beleza do amar

Inventando novas maneiras de achar

Desconheço o desconhecido

Contemplo o por do sol

E o mar

Que me inebria em todo o meu ser

O vento faz-nos reviver

As nuvens meditar

Como é bom estar longe

Tendo um lugar pra descansar...


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

E passou!!
























E passou...
João Luiz Batista Mattos

Se eu fiquei esperando meu amor passar
É ele apareceu..
Me viveu
Me viu envolto me erros e medos
Se sentiu inseguro e se foi
Se perdeu em uma sexta...
Uma noite vazia
Sem meu abraço e sem meu beijo!
Com um beijo qualquer e um afago sem carinho..
Apenas com o desejo de ter o que não se tem com amor
E se o tiver, se tem por uma noite...
E passa
E talvez, o coração bom ou a natureza pacata se faça valer...
Não será a mesma coisa...
Não terá a química explosiva..
Mas isso se tem quando se aposta e se quer...
Mesmo quieto e sem expectativa pelo medo da iminente perda
Se vive e se deixa viver..
Eu esperei meu amor passar...
E ele passou
E eu que era certo que não sabia amar...
Provei a mim mesmo o desamor que havia dentro de mim...
Estou feio, mau cuidado e largado...
Não pelo meu amor
Mas, por mim mesmo!
E agora?
O que fazer?
Viver uma vida de ilusão?
De eterna solidão?
E buscar fuga em que?
Em bebida, jogo e música?
Não sei...
Fiquei esperando meu amor passar...
Ele veio, me viu, me sentiu e me deixou...
E hoje, pertence ou sonhar a pertencer a outro alguém..
Me resta a vida e o recomeçar..
A sensação é tão ruim quanto gosto de cabo de guarda chuva na boca...
Durante a semana ilusão
No fim dela...
Completa solidão...
Mas assim é a vida...
E eu, que fiquei esperando meu amor passar
Deixe-o ir embora
Por burrice, vaidade ou medo...
Talvez por não saber amar...
E ser burro o suficiente para não admitir
Menti pra mim mesmo que sabia
E essa pra mim foi a pior mentira...
O que me restou?
A madrugada fria depois de aplausos e sessões de idolatria...
Nada me restou...
Apenas a noite fria e a velha companhia da solidão!

sábado, 13 de setembro de 2008





Ao invés do revés

João Luiz Mattos Souza

Deparo-me com você

Sinto-me balançado com tudo que possa vir a acontecer

E é bem verdade que não deveria ser assim

Pois barreiras bem resistentes criei contra você

Sem que eu percebesse as barreiras foram quebradas

Desta forma observei-me a estar em sua mira de novo

O medo, ansiedade e temor tomam conta de meu peito agora

Nem sei onde realmente ando, e quem realmente sou

Dilemas reais se confundem com histórias que eu crio

Quero viver esse amor, mas sem saber de você o que quer fico imune.

Sabe lá se ainda há tempo para amar

Onde estará o seu amor?

Perto da minha dor?

Longe da bela canção de amor?

Gostaria de te dar a lua como presente...

Sei que nada é do que realmente parece ser

Mesmo querendo você

Ficarei a notar o seu cuidar

E se talvez seu cuidar não for o que eu espero

Sei que não mais me desespero

Agora o TEMPO comanda as minhas ações

E sei ESPERAR

Saber que esperar é executar ordens

E posso fazer isso até o resplandecer do sol

Será que posso encontrar você?

Onde estou que não te vejo?

Então ver o orvalho molhar as flores

É me lembrar de você a cada instante

Mas o esperar é que é bom

Esperarei o dia de amar você!