domingo, 19 de outubro de 2008

Vidas e vida

Vidas e vida

João Luiz Mattos Souza

Ter a certeza não é muito

Chorar é consolo quando não se tem quem ama

Amar é instrumento de dor e sofrimento

Quando não se sabe ter nem fazer

O sofrer é motivo vazio

Não vencerá com desespero

Choro e medo

Busque solução na sabedoria

Sem me envolver certamente não sofreria

Amaria

Já te dei chances de mais de acertar

Não é agora que você vai ter êxito

Na verdade eu sofro mais que você em tudo isso

Quero apenas meu espírito guerreiro de volta

Sua coragem não me faz medo

Seu pesar é fruto das sementes que você mesmo plantou...

Dançou!



terça-feira, 7 de outubro de 2008

Atwa

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Atwa

João Luiz Batista Mattos


Se eu quero eu faço

Beleza não é fundamental mas ajuda

Ser legal é fundamental sim...

Falar ou escrever aquilo que magoa não ajuda

Fala-se ou escreve-se o que quer aí é que são “elas”

Vamos em frente...

Até porque mesmo com boas saídas

Nada fará lembrar aquelas tardes

E aí faz-se a “viagem de volta”

Mas até quando seguir enganando a si mesmo?

Vai ter um dia em que ficará insustentável para todos

Não vai conseguir manter uma ambigüidade

E o que fazer...

Embora eu queira não me importar

Mas eu me importo e sinto

Contudo vejo você não se importar

E uma hora não vou sentir

Vou voltar a comer, a dormir e a viver

E não vou me importar

Com nada que venha de você

Tem um ditado que diz

Eu quero, eu faço

Querendo o mundo ou não

Vou voltar a ver, ouvir, falar e sentir...

Aí sim vai valer a pena

Porque não vou me iludir com o que sentia pois não vale a pena

Embora saiba o quê sinto
Não se importa

E eu não quero sentir mais...

Quero apenas viver...




sábado, 4 de outubro de 2008

Como tudo é!


Como tudo é!

João Luiz Mattos Souza

Nunca pensei chegar até você

Às vezes, me perguntava se queria mesmo começar.

E vi Deus me mostrando a quem amar

Não estava disposto a me entregar

Queria apenas ver o mar

Sorrir, pensar

Ter alguém legal pra compartilhar

E você veio devagar

Chegou como quem não queria chegar

Pensei até que era só até o verão acabar

Como todo verão

O verão passou

Contudo você não

Fez o meu outono mais bonito

E olha que eu sei que nos conhecemos no inverno

Nosso amor nasceu

Como nasce uma flor

Dou graças a Deus que nós sabemos cuidar

Amar, cuidar

Quero sempre contigo poder contar

Pois te amo muito e não quero te deixar

Ah! Enquanto as folhas caem e o sol de mais um outono chega

Quero continuar te amando como uma princesa

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O poema


O poema

João Luiz Mattos Souza


Quantas vezes meu coração soube

Que de vez em quando é bom se poupar

Nem sempre é bom prantear

Ele foi avisado pelo Criador

“Enganoso és tu”

Mas ele não ouviu

Se entregou e sorriu

Mas foi um sorriso que durou até a noite

Oh! Noite...

Porque tava tão fria?

Vazia...

Agora ouço músicas que passam na TV

Elas passam por passar

Na iminente falta de você

Eu sei onde estas

Mas não sei como encontra – lá

Estou preso num sonho que insiste em se tornar pesadelo

Quero voltar a sonhar

E tentar perceber

Que vale a pena viver então.


Areia fofa



Areia fofa

João Luiz Mattos Souza

De ter quem mandar fazer
De ter quem mandar buscar

De quem querer sofrer

Só pra se alucinar
Hoje eu não fico perdido

Já sei por quem tomo partido
Homens divididos

Aconteceu comigo
Mas quando se sabe lidar com o mal que há em você

Entende – se o bem que há em você

Sua covardia, só por você querer ser o centro, me deixa agoniado

Quero ser livre pra ter paz
Amor, calma, sapiência

Letras, números e fonemas

Vidas, mortes, dúvidas

Onde você quer chegar com a sua vida?

Digo a você que hoje eu acordei feliz!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Ao luar


Ao luar

João Luiz Mattos Souza // Pedro Aragão


Não preciso mais chorar

O que ainda posso então fazer?

Reamar e suspeitar

Para não ter motivo para querer

Ver o sol sumir

E a lua crescer

Ver de tanta gente rir

Ao próprio “eu” morrer

Quero cantar uma canção de amor pra você

Que sonhe um “eu” pra viver

Ouvir os pássaros cantando

E seus olhos castanhos me amando

Seus cabelos negros em minhas mãos

Sua pele branca

Que tem sangue em meu coração

Por isso amo – te ao anoitecer

Flores amarelas

Sentimentos sinceros

Invadindo todo o meu ser

Não gosto de boleros

Gosto de amar você.

Ao amanhecer



Ao amanhecer

João Luiz Mattos Souza

Você ao acordar
Vem junto com o sol
Adormecendo o luar
Nem ligando pro rol

De manhã o vento frio
Encosta ao meu corpo
E sinto – me vazio
Aumenta mais o sopro

O universo curva – se a sua beleza
Mas não és a mais bela das loiras
Sei que és uma princesa
Não gosto de rimas

Queria ter meu coração vazio
Para você ser o meu calor intenso
E quem sabe me aquecer do frio
Sem suspirar, sem o sol!

domingo, 28 de setembro de 2008

Sem cores...


Sem cores

João Luiz Mattos Souza

Começa azul

E o meu amor vai indo em direção ao sol

Termina negro

A minha dor chega em forma de choro

Cadê aquela alegria?

Se transformou em tristeza e pranto

A manhã parece não ter a cor azul do céu

A noite, onde as estrelas não aparecem

Me deixam mais só do que eu já sou

Enfim, roubaram a minha alegria...

Ou fui eu quem a deixou escapar por entre os dedos?

Não sei o que aconteceu

Só consigo sentir uma dor imensa no peito

Onde foi parar minha felicidade?

Não sei amar!

Quero sumir, mas a longa estrada da vida ainda me espera

Devo eu continuar vivendo?

Aonde eu devo ir?

Quero acordar desse pesadelo de medo que eu mesmo criei

Onde esta você?

Te amo e não quero te perder!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Seguimento......

Seguimento

João Luiz Mattos Souza


Vai e segue

Espera e pensa

Olha e age

Nem todo o cuidado é necessário

Toda contradição é verdadeira

Já era o tempo em que o tempo era tudo

O quarto trancafia os sentimentos remotos

E os sinceros pouco deixam transparecer

Vamos, seguindo e pensando

Utilizando a sabedoria do agir

E nos impressionando com a beleza do amar

Inventando novas maneiras de achar

Desconheço o desconhecido

Contemplo o por do sol

E o mar

Que me inebria em todo o meu ser

O vento faz-nos reviver

As nuvens meditar

Como é bom estar longe

Tendo um lugar pra descansar...


segunda-feira, 15 de setembro de 2008

E passou!!
























E passou...
João Luiz Batista Mattos

Se eu fiquei esperando meu amor passar
É ele apareceu..
Me viveu
Me viu envolto me erros e medos
Se sentiu inseguro e se foi
Se perdeu em uma sexta...
Uma noite vazia
Sem meu abraço e sem meu beijo!
Com um beijo qualquer e um afago sem carinho..
Apenas com o desejo de ter o que não se tem com amor
E se o tiver, se tem por uma noite...
E passa
E talvez, o coração bom ou a natureza pacata se faça valer...
Não será a mesma coisa...
Não terá a química explosiva..
Mas isso se tem quando se aposta e se quer...
Mesmo quieto e sem expectativa pelo medo da iminente perda
Se vive e se deixa viver..
Eu esperei meu amor passar...
E ele passou
E eu que era certo que não sabia amar...
Provei a mim mesmo o desamor que havia dentro de mim...
Estou feio, mau cuidado e largado...
Não pelo meu amor
Mas, por mim mesmo!
E agora?
O que fazer?
Viver uma vida de ilusão?
De eterna solidão?
E buscar fuga em que?
Em bebida, jogo e música?
Não sei...
Fiquei esperando meu amor passar...
Ele veio, me viu, me sentiu e me deixou...
E hoje, pertence ou sonhar a pertencer a outro alguém..
Me resta a vida e o recomeçar..
A sensação é tão ruim quanto gosto de cabo de guarda chuva na boca...
Durante a semana ilusão
No fim dela...
Completa solidão...
Mas assim é a vida...
E eu, que fiquei esperando meu amor passar
Deixe-o ir embora
Por burrice, vaidade ou medo...
Talvez por não saber amar...
E ser burro o suficiente para não admitir
Menti pra mim mesmo que sabia
E essa pra mim foi a pior mentira...
O que me restou?
A madrugada fria depois de aplausos e sessões de idolatria...
Nada me restou...
Apenas a noite fria e a velha companhia da solidão!

sábado, 13 de setembro de 2008





Ao invés do revés

João Luiz Mattos Souza

Deparo-me com você

Sinto-me balançado com tudo que possa vir a acontecer

E é bem verdade que não deveria ser assim

Pois barreiras bem resistentes criei contra você

Sem que eu percebesse as barreiras foram quebradas

Desta forma observei-me a estar em sua mira de novo

O medo, ansiedade e temor tomam conta de meu peito agora

Nem sei onde realmente ando, e quem realmente sou

Dilemas reais se confundem com histórias que eu crio

Quero viver esse amor, mas sem saber de você o que quer fico imune.

Sabe lá se ainda há tempo para amar

Onde estará o seu amor?

Perto da minha dor?

Longe da bela canção de amor?

Gostaria de te dar a lua como presente...

Sei que nada é do que realmente parece ser

Mesmo querendo você

Ficarei a notar o seu cuidar

E se talvez seu cuidar não for o que eu espero

Sei que não mais me desespero

Agora o TEMPO comanda as minhas ações

E sei ESPERAR

Saber que esperar é executar ordens

E posso fazer isso até o resplandecer do sol

Será que posso encontrar você?

Onde estou que não te vejo?

Então ver o orvalho molhar as flores

É me lembrar de você a cada instante

Mas o esperar é que é bom

Esperarei o dia de amar você!